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    TV Pirata - Operação contra pirataria prende oito pessoas e derruba 125 sites

    As investigações identificaram grupos que vendiam assinaturas clandestinas de TV Foto: Ofotográfico / Agência O Globo

    A 'Operação 404' aconteceu em 12 estados com foco em sites e aplicativos que distribuíam filmes e séries na internet

    BRASÍLIA - Oito pessoas foram presas na Operação 404, deflagrada nesta sexta-feira pelo Ministério da Justiça em parceria com as polícias civis de 12 estados, para combater a pirataria em conteúdo audiovisual. De acordo com o MJ, o foco da operação foram sites e aplicativos que distribuíram filmes e séries na internet e os serviços clandestinos de venda de TV por assinatura por meio das chamadas set-up boxes. Pelo menos 125 sites já foram derrubados.

    A operação foi deflagrada na madrugada desta sexta-feira nos estados do Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Paraíba, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo. Trinta mandados de busca e apreensão foram expedidos e ainda estão sendo cumpridos. Os presos foram detidos em flagrante. São Paulo é o estado onde mais mandados foram expedidos, segundo o MJ.

    Até o momento, oito pessoas foram presas, sendo 1 em Marcação (PB), 1 em Canoas (RS), 1 em Euclides da Cunha (BA), 1 no Rio de Janeiro (RJ), 1 em Várzea Grande (MT), 2 em São Paulo capital e 1 em Rancharia (SP).

    Segundo o Departamento de Investigações Criminais de São Paulo (Deic), entre os objetos apreendidos durante a operação estão 11 receptores de sinais, oito aparelhos de TV box, seis celulares, seis notebooks, cinco pendrives, quatro roteadores, três modens, um computador e uma CPU. Além disso, policiais também apreenderam um revólver e um simulacro.


    Durante entrevista coletiva, o coordenador do laboratório de operações cibernéticas do MJ, Alessandro Barreto, disse que as investigações conseguiram identificar diversos grupos que vendiam assinaturas clandestinas de TV e que funcionavam em estados como Goiás e Rio Grande do Norte.

    Esse serviço clandestino era vendido como o chamado “IPTV”, um serviço de transmissão de conteúdo audiovisual por meio da internet normalmente intermediado por caixas receptoras conhecidas no mercado como set-up boxes.

    Alguns desses grupos vendiam “assinaturas” pagas mensalmente a um preço bem inferior ao normalmente cobrado pelas operadoras legais de TV por assinatura.

    - Encontramos uma casa no Rio Grande do Norte onde funcionava um serviço desses. Eles tinham mais de sete mil usuários – disse Barreto.

    De acordo com o MJ, a meta é “derrubar” pelo menos 210 sites e remover 100 aplicativos utilizados para transmitir conteúdo de forma ilegal. Ainda ão há estimativa sobre o valor movimentado pelos grupos investigados com o crime.

    Barreto afirmou que os servidores a partir dos quais o conteúdo era transmitido funcionavam em diversos países como França, Canadá e Estados Unidos.

    Barreto afirmou que a operação ataca apenas os fornecedores de conteúdo e não aborda os usuários do serviço. Mesmo assim, ele ressaltou que a pena tanto para fornecedores quanto para usuários da pirataria online é de dois a quatro anos de prisão.

    De acordo com a Agência Nacional de Cinema, o Brasil perde pelo menos R$ 8 bilhões com a pirataria on-line.

    O nome da operação da Polícia Federal contra a pirataria se refere ao chamado "Erro 404" na internet, que ocorre quando o computador tenta acessar um site e o servidor onde este se encontra não consegue achá-lo, seja por questões de configuração para não exibir a página ou porque o site não existe mais. Daí a mensagem que aparece em resposta: "Error 404: File not Found" (Arquivo não encontrado), ou "Page not Found" (Página não encontrada).

    Fonte: O Globo



    Por: Dr Flavio
    CEO - República De Curitiba Oficial
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